O governo do Piauí planeja reforçar os investimentos em áreas cruciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura através de operações de crédito. A estratégia foi destacada pelo governador Rafael Fonteles durante a inauguração da nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Natan Portella, na última quinta-feira (27).
O governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) duas propostas para análise. A primeira solicita autorização para um empréstimo de R$ 4,98 bilhões junto ao Banco do Brasil. O montante seria direcionado para investimentos em infraestrutura, mobilidade, segurança, saúde, transformação digital e outras áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do estado. A segunda proposta busca a aprovação de um empréstimo de US$ 600 milhões de dólares junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o objetivo de reestruturar e recompor a dívida estadual.
Fonteles explicou que a reestruturação da dívida visa reduzir as taxas de juros, diminuindo o custo das operações financeiras para o estado. O governador enfatizou que as operações de crédito buscam garantir a continuidade dos investimentos não apenas em 2026, mas também nos anos seguintes.
O governador ressaltou a solidez fiscal do Piauí no cenário nacional. Segundo ele, o estado se destaca por não possuir dívidas com a União e por apresentar capacidade de pagamento atestada pelo Tesouro Nacional, o que possibilita a realização de operações de crédito de forma segura e planejada.
Para exemplificar o uso dos recursos, Fonteles mencionou a ordem de serviço assinada no Instituto Natan Portella, no valor de R$ 4,3 milhões, que visa modernizar o hospital. Ele também citou investimentos em rodovias, equipamentos para a segurança pública e escolas de tempo integral. Segundo o governador, as operações de crédito representam mais investimentos para a população do Piauí, com impactos positivos na qualidade de vida, geração de emprego e renda.
A estratégia de operações de crédito está alinhada ao planejamento do estado para os próximos anos e fortalece a capacidade de investimento prevista na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026, que prioriza áreas estratégicas. Os financiamentos visam ampliar a margem para a execução de obras estruturantes e garantir a continuidade de políticas públicas, sem comprometer o equilíbrio fiscal.
O PLOA 2026 foi elaborado com base em uma projeção de crescimento do PIB de 1,78% e inflação de 4,2%. A proposta orçamentária prioriza a execução de políticas públicas em áreas consideradas estratégicas, com uma previsão de R$ 2,7 bilhões para a educação, R$ 2,43 bilhões para a saúde e uma reserva de R$ 4,2 bilhões para investimentos.
Fonte: www.pi.gov.br