Belém (PA) sedia a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, reunindo líderes globais para discutir o futuro do planeta. No dia de abertura do evento, nesta segunda-feira, o governador Rafael Fonteles, na qualidade de presidente do Consórcio Nordeste, levantou uma questão crucial: a necessidade de financiamento climático para recompensar as comunidades que atuam na preservação dos biomas brasileiros, através do pagamento por serviços ambientais.
Fonteles enfatizou a importância de gerar renda sustentável a partir da bioeconomia, incentivando o pagamento por serviços ambientais para as populações que desempenham um papel vital na proteção do meio ambiente. Segundo o governador, essa estratégia combina o aumento da renda familiar com a conservação dos biomas do país.
O Nordeste marca presença na COP30 com uma programação extensa, abordando os principais desafios climáticos da região. Rafael Fonteles apontou que, embora a região enfrente muitos obstáculos, também possui oportunidades significativas para desenvolver uma economia focada na preservação ambiental.
O governador destacou projetos bem-sucedidos que contribuíram para a permanência de famílias no semiárido, viabilizando o desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis. No entanto, ele ressaltou a importância de aproveitar a energia limpa para impulsionar a industrialização do Nordeste. Fonteles mencionou gargalos no sistema interligado nacional e na infraestrutura de transmissão, que exigem investimentos do Governo Federal para garantir que a indústria de energia limpa gere prosperidade para a população local.
Um dos temas centrais da COP30 é o financiamento climático e a necessidade de os países desenvolvidos arcarem com os custos da manutenção das florestas e da preservação ambiental em países que ainda conservam seus recursos naturais. A crise climática é resultado do uso descontrolado dos recursos naturais e de sua exploração econômica, que leva à emissão de gases causadores do efeito estufa.
Rafael Fonteles afirmou que o Brasil está cumprindo seu papel na preservação ambiental. Ele expressou a esperança de que a COP30 resulte em financiamento climático efetivo, permitindo que as populações que protegem o meio ambiente tenham sua renda e qualidade de vida elevadas através dos serviços ambientais que prestam, contribuindo para a proteção da biodiversidade da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica e de todos os biomas brasileiros.
Na mesma data, foi formalizada a Coalizão Under2, uma aliança de governos subnacionais que buscam mitigar as emissões de gases de efeito estufa. Com a presença de todos os governadores do Nordeste, o acordo reafirma o compromisso de zerar as emissões líquidas de CO² globalmente até 2050, e individualmente o mais rápido possível. A Coalizão Under2 orienta os governos a reduzirem as emissões em todos os setores da economia, demonstrando que os governos subnacionais podem acelerar a resposta global à crise climática.
Fonte: www.pi.gov.br