Um importante encontro está agendado para o dia 28 de fevereiro, às 15h, na sede da Associação de Mulheres do Itararé (AMUI), localizada na Rua Doutor Pedro Teixeira, nº 3373, no bairro Itararé, em Teresina. O objetivo principal da reunião é apresentar e debater a implantação de uma lavanderia comunitária na zona Sudeste da capital piauiense, uma iniciativa que promete transformar a rotina de dezenas de mulheres. Todas as moradoras da região interessadas em conhecer os detalhes e contribuir com a construção do projeto estão calorosamente convidadas a participar. A Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi) é a responsável por organizar o evento, que contará com a presença de autoridades e especialistas. Durante a sessão, serão expostos pormenores sobre o funcionamento, a gestão e os impactos sociais e econômicos esperados com a futura unidade, que visa não apenas facilitar tarefas domésticas, mas também promover empoderamento e desenvolvimento local.
Lançamento e objetivos do projeto de lavanderia comunitária
A proposta da lavanderia comunitária representa um marco na busca por políticas públicas que visam à equidade de gênero e ao desenvolvimento social. A secretária das Mulheres do Piauí, Zenaide Lustosa, e representantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) serão os principais condutores da apresentação, trazendo dados e informações cruciais para que as moradoras compreendam a amplitude da iniciativa.
Detalhes do encontro e participantes
A reunião do dia 28 de fevereiro não será apenas um momento informativo, mas um espaço crucial para a construção coletiva. A presença da secretária Zenaide Lustosa e dos técnicos da Uespi reforça o caráter técnico e social do projeto. Durante o evento, serão detalhadas as etapas de implementação, desde a estrutura física da lavanderia até os modelos de gestão que garantirão sua sustentabilidade e eficácia. Serão discutidos aspectos como a capacidade de atendimento, os equipamentos a serem utilizados, as normas de uso e os potenciais impactos em termos de economia de tempo e recursos para as famílias beneficiadas. A participação da Universidade Estadual do Piauí é fundamental para assegurar a aplicação de metodologias eficientes e a avaliação contínua dos resultados, consolidando um projeto com bases sólidas e cientificamente embasadas. A contribuição das moradoras será vital para moldar o projeto às necessidades reais da comunidade, tornando-o verdadeiramente comunitário e eficaz.
Foco na redução da sobrecarga doméstica
A essência do projeto de lavanderia comunitária reside na sua capacidade de integrar a Política Nacional de Cuidados, com um enfoque direto na redução da sobrecarga de trabalho doméstico que recai desproporcionalmente sobre as mulheres. Zenaide Lustosa enfatizou a importância dessa abordagem. “Será um espaço de socialização, com atividades formativas sobre igualdade de gênero e empreendedorismo, e o foco principal é reduzir a sobrecarga do trabalho doméstico das mulheres. Quando falamos da divisão do trabalho, estamos falando também de liberar tempo para que as mulheres possam estudar, ter momentos de lazer e ampliar suas possibilidades”, declarou a secretária. Essa iniciativa visa, portanto, a fornecer uma solução prática para um problema estrutural, reconhecendo que a economia de tempo nas tarefas domésticas pode abrir portas para a educação, o lazer e o desenvolvimento profissional, elementos cruciais para a autonomia feminina. A disponibilização de máquinas de lavar e secar em um ambiente compartilhado representa não apenas um alívio físico, mas também uma oportunidade estratégica para a redefinição de papéis dentro do lar e na sociedade, promovendo um equilíbrio mais justo nas responsabilidades.
Impacto social e empoderamento feminino
Além da otimização das tarefas diárias, a lavanderia comunitária é concebida como um centro multifuncional, um ponto de encontro e aprendizado que transcende a simples funcionalidade de lavar roupas. O projeto projeta um impacto social profundo, atuando como um catalisador para o empoderamento feminino na região do Itararé e entorno. A expectativa é que, ao libertar tempo precioso, as mulheres possam redirecionar suas energias para atividades que promovam seu crescimento pessoal e profissional, fortalecendo sua posição na família e na sociedade.
Formação, empreendedorismo e tempo livre
A secretária Zenaide Lustosa destacou que o projeto não se limita a oferecer um serviço. Ele aspira a ser um polo de “atividades formativas sobre igualdade de gênero e empreendedorismo”. Isso significa que, enquanto as máquinas trabalham, as mulheres terão acesso a oficinas, palestras e cursos que abordarão temas relevantes para o seu desenvolvimento. Desde noções básicas de gestão financeira até a capacitação para iniciar um pequeno negócio, essas formações visam a equipar as participantes com ferramentas para conquistar sua independência econômica e social. O objetivo primordial é proporcionar mais tempo livre, um recurso escasso para muitas mulheres que conciliam jornadas de trabalho, cuidados com a família e afazeres domésticos. Esse tempo recuperado pode ser investido em estudos, na busca por qualificação profissional, em momentos de autocuidado ou simplesmente em lazer, contribuindo para uma melhor qualidade de vida e bem-estar. A prioridade de atendimento será dada a mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), um indicador de vulnerabilidade social, garantindo que o benefício chegue a quem mais precisa. A estimativa inicial é que entre 30 e 60 mulheres sejam diretamente beneficiadas por essa estrutura.
Gestão local e expectativa de benefício
Um dos pilares do sucesso e da sustentabilidade do projeto é a gestão local. A responsabilidade pela administração do equipamento ficará sob a tutela da Associação de Mulheres do Itararé (AMUI), fortalecendo o protagonismo das mulheres da própria comunidade. Ivana Amorim, diretora de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política da Sempi, salientou a importância dessa autonomia. “Isso fortalece o protagonismo das mulheres da região”, defendeu. A gestão comunitária não só garante que o projeto esteja alinhado às necessidades e realidades locais, como também promove a capacitação em liderança e administração para as mulheres envolvidas. Além disso, a AMUI se torna um ponto focal para o engajamento e a participação ativa da comunidade, assegurando que a lavanderia seja um espaço verdadeiramente pertencente às moradoras. A diretora completou, reforçando o convite: “O encontro será um momento importante de sensibilização e construção coletiva, por isso contamos com a presença de todas”. Essa construção participativa é essencial para que o projeto atinja seus objetivos de forma plena e duradoura, servindo como modelo para futuras iniciativas similares.
Um futuro de autonomia e comunidade
A iniciativa de implantar uma lavanderia comunitária na zona Sudeste de Teresina representa um passo significativo para a promoção da igualdade de gênero e o desenvolvimento social. Ao oferecer um recurso prático para aliviar a carga do trabalho doméstico, o projeto libera tempo e energia para que as mulheres possam investir em sua educação, capacitação profissional e bem-estar pessoal. Mais do que um serviço, a lavanderia será um centro de convivência, aprendizado e empoderamento, gerido pelas próprias moradoras, garantindo a sustentabilidade e a pertinência das ações. A previsão do Governo do Estado é que unidades como esta, em Teresina e Parnaíba, estejam em pleno funcionamento até o final de 2026, consolidando um legado de apoio e autonomia para as mulheres piauienses e fortalecendo o tecido social das comunidades beneficiadas.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é o projeto de lavanderia comunitária na zona Sudeste de Teresina?
É uma iniciativa da Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi) que visa implantar uma lavanderia equipada em um bairro da zona Sudeste de Teresina, especificamente no Itararé. O objetivo é reduzir a sobrecarga do trabalho doméstico feminino, liberar tempo para as mulheres e oferecer espaços de formação e socialização.
Quem será beneficiado por essa lavanderia comunitária?
O público prioritário são mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que residem na região. A expectativa é beneficiar diretamente entre 30 e 60 mulheres, proporcionando-lhes mais tempo para estudo, lazer e empreendedorismo, e promovendo seu desenvolvimento pessoal e econômico.
Quando o projeto de lavanderia comunitária deve começar a funcionar?
A previsão do Governo do Estado é que as unidades de lavanderias comunitárias em Teresina e Parnaíba entrem em funcionamento até o final do ano de 2026. A reunião de 28 de fevereiro é uma etapa crucial de apresentação e construção coletiva do projeto, antecedendo a fase de implementação.
Para mais detalhes sobre o projeto e para contribuir com essa importante construção coletiva, as moradoras da zona Sudeste de Teresina estão convidadas a participar da reunião no dia 28 de fevereiro na Associação de Mulheres do Itararé (AMUI).
Fonte: https://www.pi.gov.br