Um dos mais ambiciosos projetos agroindustriais do Piauí começa a se materializar em Uruçuí, no sul do estado. O Complexo Nutriza, liderado pelo Grupo Tomazini — um dos gigantes do setor de proteína animal no Brasil com as marcas Nutriza e Friato —, projeta um investimento global impressionante de R$ 2,1 bilhões. Este empreendimento colossal não só promete transformar a paisagem econômica da região, mas também gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando significativamente o desenvolvimento local e fortalecendo a posição do Piauí no agronegócio nacional. Com uma capacidade de abate de até 600 mil aves por dia, a operação, prevista para ser totalmente entregue em 2027, já começa a gerar impactos positivos, atraindo novos negócios e consolidando o estado como uma fronteira estratégica.
O gigantismo do complexo agroindustrial no Piauí
O projeto do Complexo Nutriza, situado estrategicamente em Uruçuí, representa um marco para o desenvolvimento econômico do Piauí. Com um investimento global estimado em R$ 2,1 bilhões, o empreendimento é considerado um dos maiores em implantação no estado. A projeção de faturamento anual de R$ 2,5 bilhões sublinha a magnitude e o potencial de retorno econômico que o complexo trará para a região e para o estado como um todo.
A capacidade operacional do complexo é outro ponto de destaque, com planos para abater até 600 mil aves por dia. Esse volume coloca o Piauí em uma posição de destaque na cadeia produtiva de proteína animal, não apenas no cenário nacional, mas também com um olhar estratégico para o mercado internacional. A verticalização da produção, que sempre foi um objetivo do Grupo Tomazini, é a chave para o sucesso e a competitividade do complexo, que integra desde a produção de grãos para ração até o processamento final da carne. A expectativa de entrega completa em 2027 já impulsiona uma série de efeitos benéficos, como a atração de novas empresas para a região e o fortalecimento de toda a base produtiva, consolidando o Piauí como um polo do agronegócio brasileiro.
A trajetória do Grupo Tomazini no estado
O Grupo Tomazini, conhecido por suas marcas Nutriza e Friato, tem uma história que remonta à agricultura familiar no interior de São Paulo, fundada pelos irmãos Francisco Roberto, Norberto, José Mário e Sebastião Tomazini. A chegada do grupo ao Piauí ocorreu em 2009, inicialmente com o cultivo de soja e milho na Fazenda Serra Branca Agrícola, em Uruçuí. Desde o início, a visão de longo prazo do grupo era expandir suas operações para incluir um frigorífico de aves, replicando o modelo de sucesso já estabelecido em Goiás.
No entanto, a concretização desse objetivo enfrentou desafios significativos, especialmente a infraestrutura energética limitada na região. Este gargalo, comum em áreas rurais brasileiras que buscam industrialização, representava um obstáculo para a instalação de um complexo agroindustrial de tal porte. A persistência do grupo e a busca por soluções foram cruciais para superar essa barreira e finalmente dar início ao projeto que hoje se materializa. A experiência prévia com a produção de grãos no Piauí, fornecendo a base para a alimentação das aves, foi um diferencial que fortaleceu a decisão de verticalizar a operação e investir pesadamente na região.
O papel da articulação institucional e superação de desafios
A viabilidade do Complexo Nutriza foi amplamente impulsionada pela estratégica articulação com o governo estadual e seus órgãos de fomento. Essa parceria se mostrou decisiva para encurtar caminhos, desburocratizar processos e oferecer a segurança institucional necessária para o avanço de um investimento dessa magnitude. A agência estadual de investimentos, por exemplo, acompanhou de perto o progresso das obras, recebendo um retorno positivo sobre a eficácia da colaboração em toda a região.
Giuliano Tomazini, diretor industrial da Friato Alimentos, ressalta que o suporte governamental foi contínuo e estratégico, conectando a empresa ao Governo do Estado e a diversas entidades envolvidas. Segundo ele, essa articulação funciona como uma engrenagem que transforma a intenção de investir em desenvolvimento econômico concreto. A presença de um elo governamental direto na região facilitou a interlocução com secretarias e outros órgãos, agilizando processos essenciais para a implantação do complexo.
Soluções para infraestrutura e desenvolvimento social
A questão da infraestrutura energética, um dos principais entraves para a industrialização na região, foi crucialmente resolvida pela atuação do Governo do Estado. A implantação e subvenção de uma nova subestação de energia não apenas criou as condições necessárias para o Complexo Nutriza, mas também abriu portas para futuros empreendimentos, eliminando um gargalo histórico. Essa iniciativa é um exemplo claro de como a parceria público-privada pode destravar o potencial de desenvolvimento de uma região.
Além da energia, o apoio se estendeu a múltiplas frentes. No âmbito da regularização fundiária, houve interlocução com o Instituto de Terras do Piauí (Interpi). A obtenção de licenças ambientais foi facilitada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), enquanto a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) atuou na concessão de incentivos fiscais. A qualificação da mão de obra, fundamental para os 5 mil empregos projetados, contou com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e do Senai. Victor Hugo Almeida, presidente da agência estadual de fomento, assinala que esta é hoje a maior obra industrial do Piauí.
No campo logístico, há um esforço para aprimorar a infraestrutura viária, crucial para o escoamento eficiente da produção. Para o mercado internacional, o suporte se estende à exportação, com articulação para inserir produtos, como pés de galinha, no exigente mercado asiático. A estruturação financeira do projeto também é robusta, incluindo um financiamento de R$ 620 milhões em negociação com o Banco do Nordeste. A viabilização de moradias para os futuros trabalhadores junto à Caixa Econômica Federal também está sendo articulada, demonstrando uma abordagem holística para o desenvolvimento.
Conclusão
O Complexo Nutriza em Uruçuí representa um marco fundamental para o Piauí, simbolizando o potencial de crescimento do agronegócio no estado e a eficácia das parcerias estratégicas entre o setor público e a iniciativa privada. Com um investimento bilionário e a projeção de milhares de empregos, o projeto não apenas impulsiona a economia local, mas também posiciona o Piauí de forma mais competitiva na cadeia nacional e internacional de proteína animal. Ao superar desafios históricos de infraestrutura e com uma articulação abrangente que envolve múltiplos setores governamentais, o empreendimento demonstra uma visão de futuro, consolidando o estado como um polo de desenvolvimento e inovação no agronegócio brasileiro, com impacto social e econômico duradouro.
FAQ
O que é o Complexo Nutriza e onde está localizado?
O Complexo Nutriza é um grandioso projeto agroindustrial para processamento de aves, liderado pelo Grupo Tomazini. Ele está sendo implantado em Uruçuí, no sul do Piauí.
Qual o impacto esperado do projeto na economia de Uruçuí e do Piauí?
O complexo projeta um investimento de R$ 2,1 bilhões, a geração de cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, e um faturamento anual estimado em R$ 2,5 bilhões. Isso fortalecerá a base produtiva, atrairá novos negócios e consolidará o Piauí como um player estratégico no agronegócio.
Quais foram os principais desafios superados para a implantação do complexo?
Um dos maiores desafios foi a limitação da infraestrutura energética na região. Esse problema foi resolvido com a viabilização e subvenção de uma nova subestação de energia pelo Governo do Estado. Outros desafios incluíram a obtenção de licenças, regularização fundiária e qualificação de mão de obra.
Qual o cronograma de entrega e a capacidade de produção prevista?
A previsão de entrega total do Complexo Nutriza é 2027. Uma vez em plena operação, o complexo terá a capacidade de abater até 600 mil aves por dia.
Acompanhe de perto as próximas fases deste grandioso empreendimento e as contínuas transformações que o agronegócio traz para o desenvolvimento do Piauí.
Fonte: https://www.pi.gov.br