A capital federal, Brasília, foi o epicentro das discussões sobre os rumos da educação pública brasileira durante o 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O evento, que se estendeu por vários dias, reuniu uma vasta gama de representantes de entidades sindicais de todas as regiões do país, com o objetivo primordial de delinear estratégias e reforçar o movimento pela garantia de um ensino de excelência e pela justa valorização dos profissionais da área. A expressiva participação do SINTE Regional de Floriano no congresso não apenas evidenciou o profundo compromisso da entidade com os princípios democráticos e a defesa intransigente dos direitos dos educadores, mas também assegurou que as particularidades e demandas da região fossem representadas. Ao longo dos intensos dias de trabalho, os debates abrangentes sobre a conjuntura nacional, políticas educacionais e sindicais culminaram na eleição de uma nova diretoria e na formulação de um plano de lutas abrangente, delineando as ações para o próximo quadriênio e consolidando um marco significativo para o futuro do movimento sindical educacional.
Os debates cruciais e a agenda estratégica
No sábado, 17 de janeiro de 2026, o 35º Congresso da CNTE intensificou suas atividades com a realização de grupos de trabalho e reuniões coletivas nos diversos departamentos da Confederação. Essas sessões foram projetadas para aprofundar a análise e a construção de propostas em eixos temáticos fundamentais para o futuro da educação no Brasil. Entre os tópicos centrais discutidos, destacaram-se a conjuntura nacional, a educação sindical, as políticas permanentes, e a elaboração de um balanço e plano de lutas.
A discussão sobre a conjuntura nacional abrangeu uma análise crítica do cenário político, econômico e social do país, avaliando como as decisões governamentais e as crises impactam diretamente o sistema educacional e a vida dos trabalhadores. Foram abordadas questões como cortes orçamentários, reformas que afetam a previdência e os direitos trabalhistas, e o crescente desafio de garantir financiamento adequado para a educação. A educação sindical, por sua vez, focou na importância da formação contínua dos membros do sindicato, no fortalecimento da base e na capacitação para a defesa dos direitos da categoria. Este eixo visava munir os representantes com ferramentas e conhecimentos para uma atuação sindical mais eficaz e combativa.
As políticas permanentes foram debatidas com a perspectiva de construir pautas de longo prazo que assegurem direitos e avanços duradouros, tais como planos de carreira justos, condições de trabalho adequadas, a promoção da inclusão e da diversidade no ambiente escolar, e a garantia de formação continuada para todos os profissionais. Por fim, o balanço e plano de lutas representou um momento crucial para revisar as ações passadas, identificar sucessos e desafios, e traçar as novas metas e estratégias de mobilização para os próximos anos. Apresentações detalhadas e esclarecimentos foram feitos pelas entidades representativas, garantindo que todas as perspectivas fossem consideradas na construção de um plano unificado.
Já no período da tarde, o congresso deu lugar às plenárias deliberativas, um dos momentos mais importantes do evento. Nelas, os participantes debateram e votaram sobre temas cruciais da política sindical, mas também sobre questões relacionadas ao cenário nacional e internacional que direta ou indiretamente influenciam a educação. A intersecção entre a política interna dos sindicatos e as dinâmicas globais de trabalho e educação foi um ponto alto, evidenciando a complexidade e a abrangência das discussões propostas pela CNTE.
Definições estratégicas e a renovação da liderança
A noite de sábado foi marcada por um dos pontos altos do congresso: a apresentação das chapas concorrentes e a subsequente eleição da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da CNTE. Este processo democrático definiu a liderança da Confederação para o quadriênio 2026–2030, um período de grande expectativa e desafios para a educação pública brasileira. A eleição contou com a participação de diversas correntes sindicais e movimentos sociais ligados à educação, refletindo a pluralidade e a vitalidade do movimento educacional no país. A disputa por essas posições estratégicas demonstrou o engajamento das bases e a importância de ter representantes alinhados com as demandas da categoria.
O domingo, 18 de janeiro, quinto e último dia do congresso, foi reservado para as plenárias finais, onde ocorreram votações decisivas que moldarão as ações da CNTE nos próximos anos. Entre as pautas, estavam importantes alterações no estatuto da entidade, visando modernizar e adequar seu regimento interno às novas realidades e desafios do contexto educacional e sindical. A definição do plano de lutas foi outro ponto crucial, estabelecendo as diretrizes para as futuras mobilizações, campanhas e negociações da Confederação. Além disso, foi aprovado o novo documento orientador das ações da entidade, que servirá como um guia ideológico e prático para as atividades da CNTE.
Entre os principais pontos defendidos e aprovados, destacam-se a valorização dos profissionais da educação, que não se restringe apenas a questões salariais, mas engloba a garantia de planos de carreira justos, melhores condições de trabalho e acesso à formação continuada. A defesa intransigente da educação pública foi reafirmada, combatendo qualquer tentativa de privatização, sucateamento ou desinvestimento no setor, e reforçando a necessidade de uma educação de qualidade acessível a todos. O fortalecimento do financiamento educacional emergiu como uma bandeira prioritária, com a luta por recursos adequados, a revisão de mecanismos de desvinculação orçamentária e a garantia de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) permanente e com aportes crescentes da União. A luta pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial dos professores foi enfatizada, visto que a garantia desse direito é fundamental para assegurar a dignidade e a permanência de profissionais qualificados na rede pública. Por fim, o congresso consolidou a resistência contra retrocessos nos direitos sociais e trabalhistas, alertando para a necessidade de vigilância contra reformas que possam precarizar as condições de vida e trabalho da categoria.
À tarde, a cerimônia de posse da nova diretoria eleita marcou o encerramento do congresso, um momento solene permeado por discursos que reforçaram o compromisso com a democracia, a justiça social e a construção de uma educação pública de qualidade para todos os brasileiros. Um destaque para o estado do Piauí foi a inclusão do SINTE-PI na nova direção nacional, representado por Paulina Almeida, presidente do SINTE-PI, e Mercês Silva, presidente do Núcleo Regional de Regeneração. Essa representatividade no cenário nacional não só engrandece a luta dos educadores piauienses, mas também fortalece a voz das regiões no âmbito da CNTE, assegurando que as demandas locais sejam ouvidas e consideradas nas decisões que pautarão o movimento sindical educacional nos próximos anos.
Compromisso reforçado com a educação pública
O 35º Congresso Nacional da CNTE foi um marco essencial para o movimento sindical educacional brasileiro, reafirmando a importância da união e da mobilização em prol da educação pública e dos direitos dos trabalhadores. As deliberações e o plano de lutas aprovados servirão como guia para as ações da categoria nos próximos anos, enfrentando os desafios e buscando avanços significativos. A participação ativa de entidades como o SINTE Regional de Floriano demonstra o engajamento das bases e a força do coletivo na construção de um futuro mais justo e equitativo para a educação em nosso país. A presença de representantes regionais na nova diretoria da CNTE, como Paulina Almeida e Mercês Silva, fortalece ainda mais essa luta, garantindo que as vozes e as necessidades de todas as regiões sejam ouvidas e defendidas em nível nacional, impulsionando um progresso contínuo e inclusivo.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual foi o principal objetivo do 35º Congresso Nacional da CNTE?
O principal objetivo do congresso foi reunir representantes de todo o país para discutir os rumos da educação pública brasileira, traçar estratégias para sua melhoria e fortalecer a luta pela valorização dos profissionais da área, além de eleger a nova diretoria para o quadriênio 2026-2030.
2. Quais foram os eixos temáticos debatidos durante o congresso?
Os debates abrangeram a conjuntura nacional, a educação sindical (formação e fortalecimento do movimento), as políticas permanentes (planos de carreira, condições de trabalho), e o balanço e plano de lutas, que revisou ações passadas e definiu novas estratégias.
3. Quais foram os principais pontos defendidos e aprovados nas plenárias finais?
As plenárias finais defenderam a valorização dos profissionais da educação, a defesa intransigente da educação pública, o fortalecimento do financiamento educacional, o cumprimento da Lei do Piso Salarial e a resistência contra retrocessos nos direitos sociais. Também houve a eleição da nova diretoria e a aprovação do plano de lutas e do novo documento orientador.
4. Qual foi a importância da participação do SINTE Regional de Floriano?
A participação do SINTE Regional de Floriano reforçou o compromisso da entidade com a luta em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores, contribuindo ativamente para as decisões que nortearão o movimento sindical educacional e garantindo a representatividade das demandas da região.
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