O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos, suspeito de causar um atropelamento fatal que resultou na morte do motociclista Edson Barbosa Dias, de 47, foi oficialmente exonerado de sua função no Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI). A decisão, assinada na segunda-feira (16) pelo governador Rafael Fonteles (PT), surge como uma resposta direta ao trágico acidente ocorrido um dia antes, em Teresina. Além da demissão do cargo comissionado, onde atuava como assessor técnico da Diretoria de Engenharia, o jovem engenheiro teve sua prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia, sendo autuado por homicídio qualificado com dolo eventual. Este desdobramento intensifica a gravidade do caso que chocou a capital piauiense e segue sob rigorosa investigação das autoridades.
O afastamento do cargo e desdobramentos legais
Exoneração e o vínculo no DER-PI
A exoneração de Carlos Eduardo Marques Ângelo do cargo comissionado de assessor técnico da Diretoria de Engenharia do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) foi um dos primeiros desdobramentos administrativos do trágico evento. A medida foi formalizada na segunda-feira (16), um dia após o acidente que tirou a vida de Edson Barbosa Dias. É relevante notar que o engenheiro havia sido designado para essa função apenas dois dias antes da ocorrência, o que destaca a rapidez da resposta institucional diante da gravidade da situação. Na mesma segunda-feira, antes da exoneração ser publicada, o órgão havia confirmado o vínculo empregatício de Carlos Eduardo, expressando solidariedade à família da vítima e afirmando que seriam adotados os procedimentos administrativos cabíveis, os quais culminaram na sua demissão. A atitude do governo do Piauí e do DER-PI demonstra a intenção de não compactuar com atos que ferem a conduta esperada de seus servidores, especialmente em circunstâncias de tamanha repercussão social e legal.
Prisão em flagrante mantida e qualificação do crime
Paralelamente à exoneração, a esfera judicial também avançou no caso. Carlos Eduardo Marques Ângelo passou por audiência de custódia na segunda-feira (16), durante a qual a Justiça decidiu pela manutenção de sua prisão. O engenheiro foi autuado por homicídio qualificado com dolo eventual. Essa tipificação penal é particularmente grave, pois indica que o suspeito, ao agir, assumiu o risco de provocar a morte de outra pessoa, além de ter dificultado a defesa da vítima. A decisão de manter a prisão reflete a seriedade das evidências e a percepção do risco que o acusado representava em liberdade, dada a natureza do crime. Atualmente, o caso está sob investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), que prosseguirá com as apurações para reunir mais provas e, eventualmente, indiciar o suspeito, consolidando os indícios de sua responsabilidade penal.
A dinâmica do trágico acidente e as evidências
O cenário do atropelamento em Teresina
O acidente ocorreu no domingo (15), em um dos cruzamentos mais movimentados da capital piauiense, entre as avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, na região Centro-Sul de Teresina. Imagens capturadas por câmeras de segurança revelaram a brutalidade da colisão. Os vídeos mostram o momento em que o veículo conduzido por Carlos Eduardo Marques Ângelo atinge violentamente a traseira da motocicleta de Edson Barbosa Dias, que estava parada no semáforo, aguardando a abertura do sinal. A força do impacto foi tamanha que a motocicleta de Edson foi arrastada por uma distância considerável, chegando próximo ao cruzamento da Avenida Frei Serafim com a Rua 19 de Novembro. O corpo de Edson, por sua vez, foi projetado do veículo, girou múltiplas vezes no ar e foi arremessado para a frente, caindo a uma distância considerável, nas proximidades de um posto de combustíveis. A sequência de eventos gravada evidencia a extrema violência da colisão e a ausência de qualquer tentativa de desvio ou frenagem por parte do condutor do carro.
Indícios de alteração psicomotora e achados no veículo
As investigações iniciais e a perícia revelaram detalhes cruciais que apontam para a condição do engenheiro no momento do atropelamento. De acordo com o delegado Odilo Sena, da Central de Flagrantes de Teresina, Carlos Eduardo apresentava “sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora” quando foi abordado. Além disso, a perícia realizada pela Polícia Civil encontrou itens suspeitos no interior do carro do engenheiro: uma garrafa de cerveja, uma pequena trouxa de maconha e um isqueiro. Esses achados corroboram a suspeita de que o condutor estaria sob efeito de substâncias que comprometem a atenção e os reflexos ao volante. Um detalhe técnico alarmante é a observação preliminar dos peritos de que o engenheiro não freou antes de colidir violentamente com a moto de Edson. A intensidade do impacto também foi evidenciada pelo fato de a placa da motocicleta da vítima ter ficado presa ao para-choque do carro do suspeito, um indicativo claro da “extrema violência da colisão”, conforme apontado pelo delegado.
Conclusão do caso e a investigação em curso
O caso do engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, que resultou na morte do motociclista Edson Barbosa Dias em Teresina, mobilizou autoridades e a opinião pública. A rápida resposta do governo, com a exoneração do engenheiro de seu cargo comissionado no DER-PI, demonstra a gravidade com que o incidente está sendo tratado no âmbito administrativo. A esfera judicial, por sua vez, manteve a prisão do engenheiro e o autuou por homicídio qualificado com dolo eventual, refletindo a seriedade das acusações e as evidências preliminares que sugerem alteração da capacidade psicomotora e a assunção do risco de um desfecho fatal. Enquanto a Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT) prossegue com a investigação para consolidar as provas e definir o indiciamento, a família da vítima, Edson Barbosa Dias, busca justiça e enfrentou a dor da perda, contando com a solidariedade da comunidade para custear o sepultamento. Este trágico evento ressalta a urgência de uma maior conscientização e fiscalização sobre a direção segura e as consequências devastadoras da combinação de álcool ou drogas com a condução de veículos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem é o engenheiro envolvido no acidente em Teresina?
O engenheiro é Carlos Eduardo Marques Ângelo, de 25 anos. Ele era servidor comissionado do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) e foi exonerado de suas funções após o acidente.
Qual a situação legal atual de Carlos Eduardo Marques Ângelo?
Carlos Eduardo teve sua prisão mantida após audiência de custódia e foi autuado por homicídio qualificado com dolo eventual. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT).
Quais evidências foram encontradas no local do acidente ou no veículo do engenheiro?
A perícia e as investigações revelaram que o engenheiro apresentava “sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora”. No carro, foram encontrados uma garrafa de cerveja, uma pequena trouxa de maconha e um isqueiro. Além disso, a placa da moto da vítima ficou presa ao carro do suspeito, e os peritos observaram que ele não freou antes da colisão.
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Fonte: https://g1.globo.com