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Feito em Casa celebra cultura piauiense e Augusto de Campos em edição

Assembleia Legislativa do Piauí
Assembleia Legislativa do Piauí

A mais recente edição do programa Feito em Casa ofereceu uma tarde de intensa celebração da arte e do pensamento, consolidando-se como uma plataforma essencial para a valorização cultural. O programa, conhecido por seu compromisso em fomentar a literatura, a memória e a identidade cultural do Piauí e do Brasil, mais uma vez promoveu encontros que dialogam com as raízes profundas e os desafios contemporâneos da nossa cultura. Com uma programação diversificada, que incluiu desde a música tradicional piauiense e clássicos da MPB até um aprofundado debate sobre a preservação literária e uma emocionante homenagem a um dos maiores nomes da poesia concreta brasileira, a atração reafirmou seu papel como um elo entre o passado, o presente e o futuro da produção intelectual e artística. O público foi convidado a uma jornada de reflexão e apreciação cultural, destacando a riqueza multifacetada da produção nacional.

Música e memória cultural: um mergulho nas raízes

A sonoridade piauiense e a preservação literária em foco

A edição em questão abriu espaço para a rica tapeçaria musical do Piauí e do Brasil, através do quadro “Violão Convida”, que contou com a participação do violonista Dam Bezerra. O destaque da sessão foi o violeiro Emerson Moreno, que, com sua performance cativante, não apenas realçou a vitalidade das raízes musicais piauienses, mas também revisitou clássicos da Música Popular Brasileira que compõem o patrimônio afetivo e histórico do país. Moreno demonstrou uma fusão notável de sensibilidade e técnica, executando canções que ressoam profundamente com a identidade nacional e que comprovam a música como uma forma viva de contar a história e expressar a alma de um povo. Sua interpretação foi um lembrete pungente de como as melodias e letras atravessam gerações, mantendo viva a chama da nossa cultura musical. O segmento sublinhou a importância de dar voz aos talentos regionais e de conectar a audiência com a profundidade da nossa herança musical.

Em seguida, a edição fez uma transição natural para a discussão da memória e da tradição literária, recebendo o professor e historiador Fonseca Neto, atual presidente da Academia Piauiense de Letras. A conversa com Fonseca Neto aprofundou-se na crucial necessidade de preservar o legado intelectual e as instituições que o abrigam. O historiador abordou os desafios inerentes à cultura diante das rápidas transformações sociais e tecnológicas da contemporaneidade. Ele enfatizou a urgência de fortalecer entidades como a Academia, que desempenham um papel vital na manutenção e no fomento da produção intelectual do estado. Discutiu-se como a digitalização e a globalização, embora ofereçam novas oportunidades, também impõem ameaças à identidade cultural local, tornando a atuação dessas instituições ainda mais relevante na salvaguarda dos saberes e das narrativas regionais. A troca de ideias ressaltou o compromisso do programa em promover um diálogo abrangente sobre os pilares da identidade cultural.

Homenagem a um ícone da vanguarda poética brasileira

O legado de Augusto de Campos: poesia, crítica e experimentação

Encerrando a edição de forma grandiosa, o quadro “Quando Penso que não…”, apresentado por Thiago E, dedicou-se a uma profunda e merecida homenagem ao poeta Augusto de Campos. Aos 95 anos, Campos é amplamente reconhecido como uma das figuras mais influentes e inovadoras da literatura contemporânea brasileira, mantendo-se como uma referência incontornável em poesia concreta, crítica literária e experimentação artística. A homenagem percorreu a multifacetada trajetória do artista – poeta, ensaísta, tradutor, crítico literário e musical – cuja vasta obra continua a ser uma fonte inesgotável de inspiração para novas gerações e um catalisador para a ampliação dos horizontes da criação estética no Brasil.

Augusto de Campos, ao lado de seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, foi um dos fundadores do movimento da poesia concreta na década de 1950, propondo uma radical redefinição da poesia que priorizava a visualidade, a sonoridade e a estrutura gráfica em detrimento da linearidade discursiva. Sua contribuição transcendeu a poesia, manifestando-se em ensaios críticos que desbravaram novas perspectivas sobre a arte e a literatura, e em traduções que enriqueceram o panorama cultural brasileiro com obras de vanguarda de outras línguas. A relevância de seu trabalho reside não apenas na inovação formal, mas também na capacidade de questionar e expandir os limites da linguagem e da percepção. O tributo no programa destacou a perpetuidade de seu pensamento e a maneira como ele continua a influenciar artistas e pensadores na busca por novas formas de expressão e entendimento do mundo, solidificando seu status como um verdadeiro vanguardista.

Conclusão

A mais recente edição do programa Feito em Casa reafirmou sua posição como um vital epicentro cultural, capaz de tecer uma intrincada tapeçaria entre as expressões artísticas mais autênticas do Piauí e as referências mais emblemáticas da arte nacional e contemporânea. Desde a emocionante performance musical de Emerson Moreno, que resgatou as raízes piauienses e a riqueza da MPB, até a instigante discussão com Fonseca Neto sobre a preservação da memória literária e o inesquecível tributo a Augusto de Campos, o programa demonstrou um profundo compromisso com a diversidade cultural e a excelência artística. Ao unir música, poesia e reflexão, o Feito em Casa não apenas celebra o talento e o legado de grandes nomes, mas também nutre o diálogo contínuo sobre a identidade e os desafios da cultura brasileira, provando ser um espaço indispensável para a difusão e o fomento cultural em suas múltiplas dimensões.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual o foco principal do programa Feito em Casa?
O programa Feito em Casa tem como foco principal a valorização da literatura, da memória e da identidade cultural do Piauí e do Brasil, promovendo encontros e debates sobre arte e pensamento.

2. Quais foram os principais convidados e temas abordados nesta edição?
Os principais convidados foram o violeiro Emerson Moreno, que destacou a música piauiense e a MPB, e o professor e historiador Fonseca Neto, que abordou a preservação da memória e da tradição literária. Houve também uma homenagem ao poeta Augusto de Campos.

3. Quem é Augusto de Campos e qual a sua importância para a literatura brasileira?
Augusto de Campos é um dos nomes mais influentes da literatura contemporânea brasileira, poeta, ensaísta, tradutor e crítico. É considerado um dos fundadores da poesia concreta, cuja obra continua a inspirar gerações e a ampliar os horizontes da criação estética no Brasil, mesmo aos 95 anos.

4. Como a música piauiense foi destacada na edição do programa?
A música piauiense foi destacada através do quadro “Violão Convida”, com a participação do violeiro Emerson Moreno. Ele interpretou canções que celebram as raízes musicais do Piauí, conectando-as à rica tradição da Música Popular Brasileira.

Para não perder futuras edições e mergulhar ainda mais na riqueza cultural brasileira e piauiense, fique atento à programação e acompanhe as novidades.

Fonte: https://www.al.pi.leg.br

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