Num estado em que 56% juram defender alguma ideologia, segundo o DataSenado de esquerda, direita ou aquele confortável ‘centro social’ que só aparece na eleição Floriano assiste a mais um capítulo de contradição temperada com atraso. A articulação, como sempre, chegou depois do sinal fechado, tropeçando no próprio timing e tentando parecer estratégica quando já virou apenas reação tardia.
Esse “centro social” é formado por eleitores que, no Instagram e no Facebook, fogem de debates como quem foge de “conversa de comício em dia de sol quente”.
E, para completar o cenário, 25% se declaram firmemente à direita, compondo um mosaico que torna a política local tão imprevisível quanto velhos acordos políticos feitos “no alpendre, ao pé da lamparina”.
O apoio declarado do vereador Carlos Eduardo (PT), irmão do deputado estadual Marcus Kalume (PT), ao senador Ciro Nogueira (PP) surgiu como um verdadeiro “susto de beira de estrada”, daqueles que fazem até veterano da velha política levantar a sobrancelha.
A foto do encontro em Teresina conseguiu suspender, ao menos no enquadramento, a rivalidade histórica entre grupos movimento que, como outros vereadores presentes na reunião, reflete também a busca por sobrevivência política num 2026 incerto, do tipo “Cada um segurando seu apoio para não perder espaço no terreiro.”
O gesto fortalece ainda mais o cinturão político do senador, especialmente porque o prefeito Antônio Reis (PSD) já o acompanha com tranquilidade no segundo voto, enquanto o primeiro segue encaminhado para Júlio César, respeitando o roteiro das duas vagas ao Senado quase uma “cartilha de quem sabe como funciona a bodega eleitoral”.
Para o eleitorado do “não discuto política no feed”, tudo isso é apenas mais um capítulo que passa batido como panfleto entregue em festa de padroeiro.
Para Carlos Eduardo o desafio envolve mais do que pose em foto: é encontrar um discurso capaz de acalmar a militância, explicar o gesto e convencer o eleitorado de que o projeto para Floriano está acima de siglas. Tarefa típica de quem tenta equilibrar o “cacete e a rapadura” sem quebrar nem um, nem outro.
Foi essa a narrativa que o vereador defendeu ontem, 08, na tribuna da Câmara e depois nas redes território onde o “centro silencioso” raramente comenta, mas sempre fica de olho, como lider politico monitorando cada movimento do eleitorado pelos números do algoritmo.
Para suavizar o impacto, o vereador lançou um vídeo leve, conversando com uma senhora bem-humorada, reforçando a ideia de que “política se faz com gente de verdade, não com bandeira na testa” frase com cheiro de varanda e conversa ao pé do ouvido.
Enquanto isso, uma parte da classe média avessa a debates segue no seu esporte preferido: evitar polêmica, guardar opinião e deixar a discussão para quem gosta de “bate-boca de feira”.
Prof. João Batista Cruz
Obs: Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões a partir da interpretação de fatos e dados. O conteúdo não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Notícias de Floriano.