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SINTE-PI realiza Assembleia e pressiona governo por direitos dos educadores

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A primeira Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (SINTE-PI) de 2026, realizada na última quinta-feira, 5 de maio, no Clube Social da entidade em Teresina, marcou um momento crucial para a categoria. O encontro reuniu trabalhadores da educação de diversas regiões do estado, mobilizados para debater e firmar a pauta de reivindicações a ser apresentada e negociada com o Governo do Piauí. Em foco, temas essenciais como a aplicação do piso salarial nacional do magistério, a reestruturação de planos de carreira e a necessidade de concursos públicos. A assembleia se configurou como um importante palco para a expressão das demandas da categoria, buscando garantir melhores condições de trabalho e valorização profissional.

A assembleia geral do SINTE-PI: união e reivindicações

A reunião de 5 de maio foi um marco significativo no calendário dos profissionais da educação no Piauí, congregando centenas de educadores de diversas cidades e comunidades do estado. O evento foi mais do que um simples encontro; representou a união de uma categoria vital para o desenvolvimento social, empenhada em assegurar seus direitos e aprimorar a qualidade do ensino público. A assembleia, que ocorreu no Clube Social do SINTE-PI em Teresina, serviu como um fórum democrático para a discussão aprofundada das complexas questões que afetam os trabalhadores da educação, desde a remuneração até as condições estruturais das escolas. A participação massiva demonstrou a força e a coesão do movimento sindical, essencial para a interlocução com o poder público.

Pautas prioritárias em debate

Durante a assembleia, foram amplamente discutidos os encaminhamentos da mesa permanente de negociação com o Governo do Piauí, abrangendo uma série de demandas consideradas cruciais pela categoria. Entre os pontos centrais, destacaram-se:

Plano de cargos, carreiras e salários (PCCS): A revisão e atualização do PCCS é uma reivindicação histórica, fundamental para garantir uma progressão funcional justa, baseada em qualificação e tempo de serviço. Um plano sólido assegura a valorização do profissional ao longo de sua trajetória, combatendo a estagnação e incentivando o aperfeiçoamento contínuo. A categoria busca um PCCS que reflita a complexidade e a importância do trabalho do educador.
Concurso público: A necessidade de realização de concursos públicos é urgente para suprir o déficit de profissionais na rede estadual de ensino. A entrada de novos educadores por meio de concursos promove a meritocracia, combate a precarização das relações de trabalho e contribui para a renovação e qualificação do quadro docente, impactando diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
Progressões e promoções funcionais: A garantia de progressões e promoções é vital para a motivação e o reconhecimento dos educadores. Estes mecanismos permitem que o profissional avance em sua carreira e remuneração, reconhecendo sua experiência, formação continuada e dedicação. A ausência ou a dificuldade na implementação desses direitos geram desestímulo e desvalorização.
Aplicação do piso salarial nacional do magistério: A exigência pela aplicação integral e correta do piso salarial é um direito assegurado por lei. O piso é a base mínima de remuneração para os professores da educação básica pública e sua correta aplicação é um imperativo legal e moral para assegurar condições dignas de vida e trabalho aos profissionais da educação, além de atrair e reter talentos na carreira.
Reorganização da rede estadual de ensino: A proposta de reorganização da rede de ensino, muitas vezes, implica em mudanças significativas que podem afetar a rotina de professores e alunos, além da estrutura de escolas. A categoria defende que qualquer reorganização seja discutida de forma transparente, com a participação dos profissionais envolvidos, a fim de evitar prejuízos e garantir melhorias reais.
Reajuste linear: Além das questões específicas do magistério, a pauta inclui o reajuste linear para todos os trabalhadores da educação, visando a reposição das perdas inflacionárias e a manutenção do poder de compra dos salários, um direito fundamental em um cenário de constantes flutuações econômicas.

A proposta do governo e a contraproposta sindical

Um dos pontos mais sensíveis e amplamente debatidos durante a assembleia foi a proposta apresentada pelo governo estadual em relação ao reajuste do piso salarial do magistério. A oferta governamental prevê um reajuste de 5,4%, com aplicação a partir do mês de maio. Embora represente um avanço, a proposta gerou questionamentos e uma forte contraproposta por parte da direção do sindicato e dos educadores presentes.

A principal demanda do SINTE-PI é que o pagamento do reajuste seja retroativo ao mês de janeiro. Esta exigência não é meramente uma formalidade; ela se fundamenta na necessidade de assegurar os direitos da categoria e de garantir a justiça salarial aos profissionais da educação. A lei do piso nacional do magistério prevê que o reajuste anual deve ser aplicado a partir de janeiro, e o atraso no pagamento representa uma perda financeira significativa para os educadores. O não cumprimento da retroatividade implica que os professores perdem quatro meses de um reajuste a que teriam direito, impactando diretamente seu poder de compra e o planejamento financeiro familiar. A luta pela retroatividade é, portanto, uma batalha pela integridade do direito e pela valorização efetiva da classe.

Próximos passos e a continuidade da negociação

Diante do cenário e das deliberações da assembleia, o SINTE-PI reafirmou seu compromisso com a defesa dos interesses dos trabalhadores em educação. A próxima rodada de negociação com o Governo do Piauí já está agendada para o dia 10 de março. Neste novo encontro, a direção do sindicato voltará à mesa com uma postura firme, reforçando a cobrança pelo pagamento retroativo do reajuste do piso salarial.

A expectativa é que a pressão exercida pela mobilização da categoria durante a assembleia se traduza em avanços concretos nas negociações. Além da questão do piso salarial, o SINTE-PI continuará a pressionar por progresso nas demais pautas apresentadas, incluindo o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a realização de concursos públicos, as progressões e promoções funcionais, a reorganização da rede estadual de ensino e o reajuste linear. A continuidade da negociação demonstra a persistência do sindicato em buscar um diálogo construtivo, mas sem abrir mão da defesa intransigente dos direitos e da valorização dos educadores do Piauí. A categoria permanece atenta e mobilizada, pronta para novas ações se os resultados não atenderem às suas expectativas.

O futuro da educação piauiense em jogo

As deliberações da assembleia do SINTE-PI e as negociações subsequentes com o Governo do Piauí são de suma importância para o futuro da educação no estado. A resolução das pautas apresentadas impactará diretamente as condições de trabalho dos educadores e, consequentemente, a qualidade do ensino oferecido aos milhares de estudantes da rede pública. A valorização profissional, a garantia de salários justos e a estabilidade nas carreiras são pilares para um sistema educacional robusto e eficaz. As próximas semanas serão decisivas para determinar o rumo dessas demandas e a capacidade de resposta do poder público às legítimas reivindicações de uma categoria essencial para o desenvolvimento social e humano do Piauí.

Perguntas frequentes

Qual foi o principal objetivo da Assembleia Geral do SINTE-PI?
O principal objetivo foi reunir trabalhadores da educação para discutir e formalizar a pauta de reivindicações junto ao Governo do Piauí, com foco em temas como plano de carreira, concurso público, progressões e o piso salarial nacional do magistério.

Qual é a proposta do governo estadual para o reajuste do piso salarial do magistério?
O governo propôs um reajuste de 5,4% para o piso do magistério, com aplicação a partir do mês de maio.

Por que o SINTE-PI exige o pagamento retroativo do reajuste do piso?
O sindicato defende a retroatividade ao mês de janeiro para assegurar os direitos da categoria, pois a lei do piso nacional geralmente prevê o reajuste a partir de janeiro, e o atraso representa uma perda financeira para os educadores.

Quando está agendada a próxima rodada de negociação entre o SINTE-PI e o governo?
A próxima mesa de negociação está agendada para o dia 10 de março.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos dessas importantes negociações e o impacto na educação do Piauí, acompanhando os canais oficiais do SINTE-PI e a imprensa local.

Fonte: https://portalmedioparnaiba.com.br

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