O programa Palavra Aberta, em colaboração com a Associação Jurídica e Social do Piauí (Ajuspi), dedicou sua edição mais recente à discussão sobre o racismo estrutural no Brasil. A advogada e pesquisadora Rosemary Mendes foi convidada para compartilhar suas perspectivas sobre o tema, que ganhou renovada atenção após o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecer a existência de um padrão sistêmico de discriminação contra a população negra.
Durante a entrevista, conduzida pelo jornalista Thiago Moraes, Rosemary Mendes enfatizou que o racismo estrutural transcende atos isolados de violência, manifestando-se em práticas cotidianas que, muitas vezes, passam despercebidas e são naturalizadas pela sociedade.
A pesquisadora destacou a importância da decisão do STF, classificando-a como um marco tanto no âmbito jurídico quanto no político. Segundo ela, o reconhecimento oficial do racismo estrutural pelo Supremo Tribunal Federal abre novas possibilidades para a implementação de políticas públicas mais eficazes e com respaldo constitucional. “Quando o Supremo reconhece a existência de um sistema discriminatório, ele abre caminho para políticas públicas mais robustas, mais eficientes e que tenham respaldo constitucional”, afirmou.
Rosemary Mendes também alertou para a necessidade de um compromisso coletivo e vigilância constante na luta contra o racismo. A pesquisadora reforçou que o enfrentamento dessa questão complexa exige a participação ativa de todos os setores da sociedade, a fim de desconstruir as estruturas que perpetuam a discriminação e promover a igualdade racial.
A entrevista completa com Rosemary Mendes está disponível para visualização no canal da TV Assembleia no YouTube, oferecendo uma análise aprofundada sobre o racismo estrutural e seus impactos na sociedade brasileira.
Fonte: www.al.pi.leg.br